Quando vale a pena implementar a gamificação no processo seletivo?

Encontrar os melhores talentos do mercado requer esforços estratégicos, sempre utilizando os melhores recursos. Atualmente, a gamificação em processos seletivos tem captado bons resultados, graças à interação que ela propõe ao candidato.

Essa tecnologia não é nenhuma novidade, já que é usada em diversos segmentos. No entanto, a aplicação pelo RH para o recrutamento é uma forma interessante de empregá-la. Será que vale a pena para a sua empresa fazer uso desse método?

Neste post, mostraremos em detalhes o que é a gamificação, como ela é usada no recrutamento de novos talentos e quais são as vantagens desse método. Confira!

O que é gamificação?

A gamificação, como o nome deixa claro, é uma abordagem originária dos games. A aplicação é ampla, mas o conceito é o mesmo: propor dinâmicas, desafios e atividades inspirados na arquitetura de jogos em geral, com foco na parte lúdica e estimulando diferentes raciocínios para a resolução de problemas.

Essa metodologia é fruto do avanço da tecnologia e, por isso, se tornou possível aplicá-la em qualquer ocasião, inclusive em processos seletivos. Além dessa aplicação, a gamificação tem aparecido em atividades de EAD, no aprendizado de idiomas, em programas de fidelidade, em aplicativos de uso geral, entre outros.

Como funciona a gamificação em processos seletivos?

Na prática, essa metodologia entra em determinadas etapas do processo seletivo, propondo sistemas de jogos para desafiar os candidatos. Os games propostos têm sempre relação com as informações que os recrutadores querem obter, criando uma situação em que o candidato é estimulado de forma lúdica a responder.

A equipe de RH analisa o desempenho dos talentos nos jogos, fazendo observações pontuais e estratégicas sobre como eles agiram. Isso permite extrair percepções importantes, de acordo com o que é pretendido para cada uma das vagas oferecidas. Em diferentes níveis, os jogos testam algumas características, como:

  • cooperação;
  • competitividade;
  • foco;
  • conhecimento;
  • competências básicas e específicas;
  • apresentação;
  • capacidade de solucionar problemas.

Os jogos são desenvolvidos de modo que estimulem o candidato a mostrar as suas qualidades, mas também ajudam a entender como eles entregam desempenho diante dessas características básicas citadas.

Jogos de perguntas

Há jogos de perguntas que questionam desde questões pessoais até outras relacionadas a conhecimentos, geralmente marcadas por um cronômetro. Isso exige mais criatividade do candidato, além de testar a sua objetividade.

Jogos de valores

Os jogos de valores são importantes, mas simples: o candidato deve escolher um determinado número de valores que ele considera relevante entre uma oferta variada de opções. As empresas usam essa atividade para entender se o que o candidato espera está alinhado com o que a empresa busca para aquela posição.

Por que utilizar a gamificação em processos seletivos?

A gamificação em processos seletivos é capaz de proporcionar uma série de ganhos importantes ao recrutar um novo talento. Alguns bons motivos justificam implementar essa metodologia. Confira os principais a seguir.

Inovação e impacto positivo

Adotar a gamificação é mostrar modernidade, como uma empresa que está antenada. A inovação é um fator que atrai os melhores do mercado e, na prática, traz muitos ganhos estratégicos. No recrutamento, a inovação representa um desafio ao RH, que trabalha com esse recurso, e ao candidato, que lida com o game.

Estímulo à criatividade

Colaboradores criativos conseguem propor soluções estratégicas, sabem lidar com as metas e podem agregar muito à empresa. Ao propor a gamificação em processos seletivos, o RH testa quem tem essa característica em alta. Já nessa etapa, é possível fazer uma triagem entendendo quem foi bem no game e se mostrou criativo.

Acesso a características valiosas

Como você viu, várias características do candidato são exploradas nessa metodologia. Isso tem grande importância, uma vez que o recrutador consegue avaliar quais delas foram colocadas em prática. Os desafios sempre consistem em estimular o uso dessas qualidades — e quem consegue mostrá-las se destaca.

Captação de candidatos qualificados

A inovação de um processo diferenciado e estimulante gera um buzz entre os profissionais do mercado. Com isso, eles passam a se interessar mais pela sua empresa, o que naturalmente atrai os candidatos mais qualificados. O processo mais dinâmico é uma forma estratégica de atrair os melhores talentos.

Análises mais completas e estratégicas

A gamificação ajuda a analisar diferentes perfis de profissionais, graças à quantidade de qualidades que ela estimula nos desafios. As competências são mostradas de forma natural, e o engajamento para conseguir isso é obtido justamente pela ambientação a um game.

Como implementar um processo gamificado?

Uma empresa que busca engajar e envolver pessoas no processo de recrutamento pode implementar a gamificação. O método ajuda a valorizar a seleção e ainda contribui para mudar o status da imagem da companhia. Para isso, é importante atentar a algumas bases fundamentais. Confira quais são a seguir!

Treine os colaboradores

Os colaboradores precisam entender bem como funciona o processo. Por isso, se necessário, eles devem passar por treinamentos para trabalhar com a gamificação. Isso os ajudará a entender os resultados, fazer análises mais profundas e extrair os dados que realmente importam no uso dos games.

Alinhe os games com o que a empresa busca

O planejamento é indispensável para que o processo seletivo funcione adequadamente. O jogo deve estar alinhado com a vaga, e só então ele será capaz de estimular as características que mais são importantes para aquele cargo. Isso é decisivo para a escolha do melhor game, que vai captar o talento procurado!

Desenvolva um tutorial

Por mais que os candidatos mais jovens estejam integrados à gamificação, é importante facilitar ao máximo o contato com esses métodos. Para que não haja problemas, a gamificação deve ser acompanhada de tutoriais que ensinam como interagir com o processo. Isso evita desistências por parte dos candidatos.

Quais os principais erros que devem ser evitados?

A gamificação em processos seletivos também está vulnerável a erros. Vamos elencar, agora, os principais deslizes que tendem a ser cometidos nessa prática.

Usar a gamificação apenas porque é legal

Sem dúvidas, a gamificação é muito legal. Mas, só pelo fato de ser legal, de ser divertida, não quer dizer que ajudará e que vai aumentar a produtividade no processo seletivo. É preciso contribuir para a aprendizagem dos candidatos. Se o interesse for só divertimento, o foco estará distorcido e, talvez, ainda não seja o momento de aplicar a gamificação na empresa.

Para valer de verdade, a estratégia deve ter objetivos definidos e metas a cumprir, não podendo descambar para um simples “passatempo”. Avalie as possibilidades e conclua se a gamificação realmente é adequada.

Não ter um objetivo definido

Antes de tudo, é necessário compreender a razão de adotar uma metodologia nova na empresa. Questione o que deve ser aperfeiçoado nos processos seletivos — por exemplo, se as entrevistas formais não estão oferecendo bons resultados, se os candidatos perdem motivação durante o processo seletivo, se esse processo não está conseguindo abranger tudo que é necessário para escolher os melhores talentos.

É fundamental fazer um estudo interno para determinar qual o objetivo de inserir a gamificação em processos seletivos. Isso ajudará na elaboração e no desenvolvimento de um projeto até o momento de mensurar os resultados. O objetivo deve ficar evidente para todos que participam do processo.

Não preparar o público

Os candidatos precisam entender os critérios que permitirão que eles sejam escolhidos por meio da gamificação. Os jogos servirão para avaliá-los em que sentido? Sua capacidade de solucionar problemas com autonomia? Suas rápidas respostas perante as dificuldades? Seu posicionamento como líder? Sua capacidade de ser econômico?

O setor de RH deve explicar por que a empresa está fazendo uso dessa metodologia nova, quais os diferenciais dela e quais resultados são almejados. Tenha certeza de que as pessoas se familiarizarão com essa dinâmica e explique como ela funcionará.

Não usar as recompensas da forma certa

As recompensas podem ser utilizadas, mas é preciso tomar cuidado para que não sejam banalizadas. Se, no processo seletivo, a gamificação for usada para alguns testes, em determinados momentos, a recompensa certamente estimulará o engajamento dos candidatos.

É importante oferecer a recompensa apenas quando a meta for alcançada, independentemente do esforço da pessoa. Mas, em outros testes, o esforço pode ser recompensado.

Quando busca talentos, a empresa não procura profissionais perfeitos, mas, sim, que se dediquem ao que fazem, que sejam engajados — todo gestor sabe que, mesmo com engajamento, as coisas podem dar errado, mas isso não desqualifica o profissional.

As recompensas têm um lado positivo, mas também apresentam falhas. Um candidato pode se esforçar para alcançar determinada meta e ser recompensado no processo seletivo. Mas isso garante que, depois de contratado, será um profissional efetivamente engajado e dedicado ao crescimento do negócio? Ou ele agiu daquela maneira simplesmente para ser escolhido?

Ele poderá, inclusive, ser um trabalhador mais interesseiro que interessado, ou seja, sempre buscando recompensas imediatas pelo seu desempenho. Por isso, é necessário tomar alguns cuidados com as recompensas na hora de avaliar as pessoas.

Tratar a gamificação em processos seletivos de forma isolada

A gamificação em processos seletivos precisa se inserir em um determinado contexto. Ela não pode ser encarada como uma atividade excepcional, empregada somente uma vez ou outra. O ideal é que integre o processo habitual para selecionar candidatos, sempre que surgirem novas vagas.

Talvez, em determinados momentos, em algumas situações, a gamificação não seja viável. De qualquer modo, o RH deve considerar a gamificação como uma ferramenta de seleção, fazendo com que a sua aplicação seja recorrente.

Esquecer o lúdico

Se, por um lado, preocupar-se apenas com o lúdico é um grave erro, esquecer-se dele também é outro deslize grave. A gamificação em processos seletivos precisa se desenvolver por meio de atividades realmente divertidas. Assim, os candidatos ficarão motivados a executar as tarefas propostas para mostrar as suas habilidades.

O candidato deve se sentir interessado em efetivar as atividades e os testes, com a finalidade de atingir o objetivo central. O lúdico deve ser estimulante e é preciso que haja envolvimento emocional do candidato, aproximando as atividades seletivas da realidade que a pessoa enfrentará caso seja escolhida. Superar desafios de forma divertida pode ajudar a superá-los na vida real — inclusive problemas que, de outro modo, deixariam o profissional abatido e desestimulado.

Não mensurar os resultados

Talvez a gamificação seja aplicada nos processos de recrutamento e seleção, mas seus resultados podem não ser devidamente considerados. Somente com a mensuração dos resultados, será possível avaliar a eficácia do sistema e se convém ou não convém mantê-lo no setor de RH com a finalidade de selecionar talentos para trabalhar na empresa.

Podem ser observados três aspectos na mensuração dos resultados. Veja a seguir!

A jornada

É fundamental analisar se o objetivo proposto pela gamificação é efetivamente envolvente e desafiador para que os candidatos se sintam tentados ao engajamento. O gestor de RH deve se colocar no lugar do candidato para conferir se a jornada é, de fato, estimulante o suficiente para deixar o indivíduo disposto a agir.

As regras claras e simples

O jogo não deve ter regras muito complexas, pois isso pode causar desânimo na pessoa. As normas devem ser claras, bem especificadas e de compreensão fácil para que o jogo se desenvolva naturalmente e mantenha o participante interessado em continuar.

O feedback

O feedback também é valioso para sustentar o interesse do candidato. Às vezes, pequenas recompensas e bônus são suficientes para que ele continue envolvido — mais até que o “teste” final. Nos jogos clássicos, eles são simbolizados por moedas, estrelas e outras coisas.

Não aplicar a gamificação visando aos jovens talentos

Como vivemos em contínua mudança, o perfil dos profissionais muda. Atrair profissionais experientes e maduros é ótimo, mas é necessário considerar também que existem jovens talentos procurando trabalho.

A gamificação é uma forma eficaz de atraí-los, considerando que eles nasceram e cresceram em um ambiente controlado pela tecnologia. Assim, eles trazem muita familiaridade com as ferramentas digitais e estão habituados a atuar com jogos em sua rotina.

Se o foco da empresa é captar jovens profissionais talentosos, a gamificação em processos seletivos torna-se uma solução ainda mais eficaz, indo ao encontro dos anseios dessa classe de trabalhadores. Nesses casos, a contratação pode ser ainda mais eficiente.

A gamificação em processos seletivos é uma excelente maneira de estimular e analisar o desempenho dos candidatos. Os jogos desempenham um excelente papel, assim como as entrevistas por vídeo, que permitem ter uma percepção mais detalhada de cada pessoa, graças ao apoio de um sistema adequado, como o Compleo Vídeo.

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