Conheça o panorama histórico da mulher no mercado de trabalho

Há algum tempo, se discute sobre a maior inserção da mulher no mercado de trabalho, seus benefícios e os desafios enfrentados. Desde 1990, a participação da mulher aumentou e, em nível global, o setor de serviço é o que tem maior proporção de força de trabalho feminina.

No entanto, ainda existem desafios que precisam ser superados. Na América Latina, 57% das mulheres participam do mercado, em comparação a 82% dos homens, dados da OIT. No caso brasileiro, as mulheres compõem 43% da força de trabalho, dados do Banco Mundial.

Nos próximos tópicos, nos aprofundaremos nesse debate. Queremos destacar os avanços alcançados e os desafios que ainda precisam ser superados. Continue a leitura!

Força feminina: os avanços no mercado de trabalho

De acordo com o código civil de 1916, as mulheres só poderiam trabalhar fora de casa com a autorização prévia dos maridos — o que mudou na década de 40, com a Consolidação das Leis Trabalhistas. Fato é que os avanços foram vários e a força de trabalho feminina está cada vez mais presente. Há algum tempo, já é possível ver mulheres comandando empresas gigantes.

Participação em cargos de chefia

Dados da Folha mostram que o número de mulheres de 30 até 49 anos ocupando cargos de chefia (gerência ou diretoria, por exemplo) aumentou entre os anos de 2003 e 2017. O número de gestoras saltou de 31,9% para 42,4%, enquanto de diretoras saltou de 32,3% para 39,2%.

Esses números simbolizam diversas coisas, como a valorização das competências femininas. Em geral, mulheres tendem a ter uma visão mais holística e ter mais inteligência emocional na tomada de decisões, fatores capazes de proporcionar ganhos de longo prazo.

Na prática, aqui no Brasil, várias mulheres podem ser vistas ocupando cargos em empresas importantes. Cristina Palmaka, CEO da SAP Brasil, uma das maiores empresas de software do mundo, é um bom exemplo. Outro exemplo é a Paula Bellizia, CEO da Microsoft Brasil.

Formação de mestres e doutoras

Há algum tempo, as mulheres alcançam maiores níveis de educação formal do que os homens. Dados do CAPES mostram que, em média, são mais de 175 mil mulheres matriculadas ou tituladas em cursos de mestrado e doutorado, enquanto os homens somam cerca de 150 mil.

Essa diferença, claro, reflete no mercado de trabalho. O número de mulheres pesquisadoras, docentes e que lideram projetos de ponta tende a ser cada vez maior.

Fora do Brasil, um caso recente e brilhante é da doutora em engenharia elétrica de apenas 29 anos, Katherine Bouman. Ela liderou a criação do algoritmo que permitiu tirar a primeira foto de um buraco negro. Casos como esse refletem o potencial feminino no mercado.

Otimização da igualdade de gênero

Entre os anos de 2008 e 2017, a América Latina evoluiu no índice de igualdade de gênero medido pelo Banco Mundial. Passou de 75,4 pontos para 79,09, em especial pela formulação de novas leis contra o assédio sexual no trabalho e a demissão de gestantes.

Nesses termos, impulsionados por 47 reformas, os países mais desenvolvidos estão situados na Europa e Ásia Central, com índice regional de 84,74 pontos.

Em suma, isso significa que as mulheres tendem a ter os mesmos direitos que os homens em pontos básicos, como o ingresso ao mercado de trabalho, aposentadoria ou administração dos próprios bens. A expectativa é de que, nos próximos anos, os índices continuem a evoluir.

Desafios da mulher no mercado de trabalho

Existem vários desafios, por exemplo, o assédio sexual no trabalho. No entanto, são dois os fatores de maior frequência: a baixa força de trabalho e a desigualdade salarial.

No primeiro caso, mesmo sendo maioria da população brasileira e tendo os níveis mais altos de formação acadêmica, as mulheres ainda contam com menor chances de trabalho. No Brasil, as mulheres compõem 43% da força de trabalho (homens, compõem 57% da força).

Esse número pode indicar muitas coisas, como preconceito, falta de chances de trabalho ou exaustão pela dupla jornada, isto é, trabalhar dentro e fora de casa. Logo, é preciso de políticas públicas capazes de mitigar essa desigualdade e promover a maior participação da mulher.

Outro grande problema está na diferença salarial. Por vezes, mulheres podem ganhar um terço do que os homens ganham, ainda que na mesma função. Por exemplo, em 2018, o rendimento de uma dirigente de saúde era R$ 4.764,00, enquanto homens ganhavam R$ 14.891,00 no mesmo serviço, dados do Instituto Nacional de Estatística e Pesquisa (IBGE).

Estudos indicam que, caso o ritmo de mudança continue como está, as mulheres só ganhariam o mesmo que os homens em 2085. Além disso, só ocupariam 51% — proporção pela qual representam na população brasileira — dos cargos de alta gestão em 2213.

À vista disso, os problemas de desigualdade de gênero no trabalho devem ser enfrentados. Todos, incluindo gestores, governos e as próprias mulheres, devem abraçar essa causa.

Qual a importância da mulher no ambiente de trabalho?

São muitos os benefícios da maior participação da mulher no mercado de trabalho. Em nível nacional, estudos do Banco Mundial indicam que igualdade salarial aumentaria o PIB (Produto Interno Bruto) em 3,3%, o equivalente a US$ 382 bilhões.

Já dentro do local de trabalho, a maior participação da mulher pode trazer pluralidade. Em outras palavras, pode ajudar a construir um ambiente mais diverso. Isso, por si só, contribui com benefícios para uma maior criatividade, inventividade e inovação.

Outra vantagem está nos maiores níveis de qualidade e competitividade. Por contar com os maiores níveis de formação, as mulheres costumam ter as competências necessárias para entregar ótimos resultados e mitigar o número de erros que ocorrem no expediente.

Por fim, ao ocupar cargos de chefia, a organização é beneficiada com a visão sistêmica e criteriosa da mulher. Líderes femininas costumam se atentar ao todo, ligar os vários pontos antes de tomar qualquer decisão. Isso, por consequência, leva a maiores taxas de acerto.

Em fim, a discussão da mulher no mercado de trabalho é extensa. Nos últimos anos, muitos avanços foram feitos. A maior participação nos cargos de chefia, os maiores níveis de formação e os melhores índices de igualdade são animadores, todavia ainda existem grandes desafios que precisam ser vencidos. Logo, todos, inclusive empresas e nações, podem ser beneficiados.

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